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Os melhores celulares com Android

Os smartphones estão em alta, e o Android certamente é um dos sistemas operacionais mais requisitados do momento. Mas, na hora de escolher qual aparelho comprar, aparece a dúvida: quais são os melhores celulares com Android? Para facilitar sua escolha, reuni alguns dos melhores modelos com o sistema do Google. Confira!


Usuários relatam problemas com o multitouch do Galaxy Nexus (Foto: Divulgação)O aparelho desenvolvido pela Samsung em parceria com o Google é um dos pioneiros a trazerem o sistema Android 4.0 Ice Cream Sandwich. O smartphone tem um belo design, com apenas 8,9 mm de espessura, e conta com uma tela grande, de 4,65 polegadas, e tecnologia Super AMOLED, que proporciona um touch aperfeiçoado e imagem mais brilhante.


LG Spectrum
Apresentado na CES 2012, o Spectrum também tem como destaque principal seu visor. Com uma tela de 4,5 polegadas baseada na tecnologia IPS – considerada por alguns superior à AMOLED – e com a proteção Gorilla Glass, o aparelho conta com Android 2.3 Gingerbread, mas já há previsões de atualização para o Ice Cream Sandwich.

LG Espectrum (Foto: Divulgação)Em relação às câmeras, a traseira possui 8 megapixels, enquanto a frontal, somente 1,5 megapixles. O smartphone conta ainda com uma parceria com o canal ESPN americano, permitindo que o aplicativo do programa SportsCenter venha incluído no sistema, com vídeo em HD disponível.

Este smartphone só será vendido pela Verizon, nos Estados Unidos, mas se você tiver sorte de arrumar alguém que viaje para o exterior, este modelo pode ser considerado uma boa opção.


Samsung Galaxy SII
Samsung Galaxy S II: Eleito o melhor nas categorias "Smartphone do Ano" e "Revelação do Ano" (Foto: Allan Melo/TechTudo)Com sistema Android 2.3 Gingerbread, mas com a atualização não-oficial para o 4.0 já disponível, o modelo é um dos carros-chefe tanto da Samsung quanto do próprio Android. Seu design é simples e bonito, a tela de 4,3 polegadas possui tecnologia Super AMOLED Plus e o hardware o torna rápido e potente.

A câmera traseira tem 8 megapixels, enquanto a frontal, para videoconferências, tem bons 2 megapixels.

Samsung Galaxy Note
Samsung Galaxy Note (Foto: Allan Melo/TechTudo)Para quem tem dúvidas se prefere comprar um tablet ou um smartphone, o Galaxy Note é a melhor opção. A tela de 5.3 polegadas é bem útil para leitura de e-books ou quadrinhos, e a caneta stylus, também presente, faz do aparelho uma verdadeira alternativa ao tablet convencional. Ainda assim, usá-lo como telefone é também agradável. Apesar do tamanho, o Galaxy Note cabe no bolso sem problemas, como um celular comum.

Embora venha inicialmente com o Android 2.3 Gingerbread, já foi anunciado que a atualização para a nova versão do sistema, o Ice Cream Sandwich, estará disponível em breve.




Sony Ericsson Xperia Play (Foto: Allan Melo/TechTudo)Esta é a opção para amantes de jogos que querem celular e videogame no mesmo aparelho. O Xperia Play traz, além de uma tela de 4 polegadas e o Android 2.3 Gingerbread, um joystickembutido que simula o controle do PlayStation. Além disso, inclui diversos jogos e demonstrações.

O smartphone é equipado com uma câmera de 5 megapixels, razoável para um aparelho que tem como diferencial ser praticamente um videogame portátil.

Motorola RAZR
Motorola RAZR (Foto: Reprodução)O RAZR tem como diferenciais o design e a resistência. Com espessura de 7,1 mm, um dos mais finos do mercado, ele é protegido com a fibra Kevlar, utilizada para confecção de coletes à prova de balas. Além disso, conta com a tecnologia Gorilla Glass em sua tela de 4,3 polegadas e proteção contra respingos.

A câmera possui 8 megapixels e o display é um Super AMOLED, que, além de tudo, permite assistir TV em HD. O DROID Razr conta com o Android 2.3 Gingerbread.

Motorola Atrix
Motorola Atrix (Foto: Divulgação)O Atrix é um smartphone interessante. Com tela de 4 polegadas e memória de 16 GB, ele inclui o webtop, um aplicativo que permite tranferir o sistema do seu telefone para uma tela maior, com a ajuda de um dock acessório. O aparelho também conta com o navegador Mozilla Firefox, tornando a experiência de utilizá-lo com um monitor ainda mais próxima a um desktop padrão.

Entre suas destavagens, porém, estão a sua câmera, de somente 5 megapixels, e seu sistema operacional, o já ultrapassado Android 2.2 Froyo. Os donos do aparelho, no entanto, podem atualizá-lo para a versão 2.3.6 Gingerbread.


Análise: A (re)volta do Motorola Razr


Droid Razr é o nome do smartphone da Motorola que herda a designação popularizada pelos finíssimos telemóveis em formato de concha que chegaram ao mercado em 2004, para se tornarem um verdadeiro objecto de desejo - e, de certa forma, revolucionarem o design dos dispositivos do género então comercializados.

A preocupação com o hardware do smartphone Android que marca o regresso da fabricante norte-americana à designação Razr também acaba por se sobrepor à personalização ao nível do interface de utilização, arriscamos nós.

As características "físicas" são, sem dúvida, aquelas que primeiro nos saltam à vista quando nos é colocado nas mãos um exemplar do modelo, que conta apenas com três teclas físicas, colocadas na lateral direita: uma para ligar e desligar o telefone e duas para subir e descer o volume.

Antes de mais, embora grande é extremamente fino e leve, não indo além dos 7,1 milímetros de espessura e 127 gramas de peso. Depois, sobressaem por entre as linhas retilíneas - e retro? - do design, a curvatura acentuada na retaguarda, e a preocupação com a qualidade dos materiais.




Para além de para o seu ecrã de 4,3 polegadas Super AMOLED se apostar no recurso ao Corning Gorilla Glass, que o deverá ajudar a resistir a quedas e riscos, a "massa de que é feito" este equipamento inclui ainda a fibra Kevlar, que, a avaliar por um vídeo promocional, deveria dotá-lo de capacidade para resistir mesmo à pressão das portas de um elevador.

Nós não andámos por aí a atirar o smartphone ao chão, nem a usá-lo para travar elevadores em movimento, mas ousámos reproduzir aquilo que vimos fazer noutro vídeo online: friccionar uma chave na parte de trás do telefone. O resultado é bizarro. Ela como que desliza e o equipamento permanece intacto.

Imagem: Motorola

Esta carcaça - que não pode ser aberta - alberga um processador dual-core de 1.2 GHz (OMAP 4430, da Texas Instruments) auxiliado por uma memória RAM de 1 GB, que desempenha na perfeição todas as tarefas exigíveis e mesmo as que poderia exigir mais alguma destreza da máquina, como a de ver televisão no telefone, a que nos arriscámos sem medos.



O processo foi facilitado pela qualidade e tamanho do ecrã (com uma resolução de 540x960 pixéis), que oferecem um conforto difícil de alcançar com equipamentos de menores dimensões. O som também não dececionou de maneira nenhuma, nem durante o visionamento de filmes, nem durante as chamadas de voz ou videoconferências, mesmo que baseadas na Web.

Por falar em videoconferência, aproveitamos para destacar o desempenho positivo da câmara frontal (de 1,3 megapixéis) nessa tarefa, tantas vezes é negligenciada. Claro que o bom comportamento não pode ser comparado ao da câmara de 8 megapixéis - e com capacidade para captação de vídeos em Full HD (1080p/30 fps) - colocada na retaguarda do telefone. Mas felizmente é possível ir alternando entre as duas quando usamos o smartphone para chamadas de vídeo.



A lente nas traseiras do equipamento é auxiliada por um poderoso flash LED (que quase cegou o nosso modelo) e assegura características como o estabilizador de imagem e Auto Focus - que é fácil de usar e permite uma certa dose de "personalização", se pensarmos que numa sequência de três imagens experimentámos focar em três planos diferentes (mais próximo, um pouco mais longe e bastante distante), precisando apenas de carregar na zona do ecrã que queríamos ver focada na nossa fotografia.

Para partilhar os seus devaneios artísticos fica assegurada a conectividade HDMI. Caso os queira guardar, tem disponíveis 16 MB de armazenamento interno e a possibilidade de expansão com cartões microSD. Micro é também o espaço dispensado ao cartão SIM, advertimos.

No que respeita à bateria, não eram de esperar milagres, tendo em conta o tamanho do ecrã em causa. Mesmo assim, não mostrou ser nenhum "sorvedouro", quando usado no desempenho das funções comuns do dia-a-dia, estando ao nível da maioria dos equipamentos que por aqui passaram com capacidades semelhantes ao nível do processador e ecrã.


Passando ao de personalização do interface de utilização feito pela Motorola não temos muito a dizer. Não porque não tenhamos gostado, mas porque não se veem grandes manipulações àquilo que é o sistema operativo móvel nativo, aqui na sua versão 2.3, ou Gingerbread.

Uma ou outra diferenciações na abordagem ao software, tendo-nos agradado particularmente detalhes como o teclado virtual, invulgarmente confortável e com uma configuração que evita as trocas inadvertidas entre letras, bem como algumas como aplicações pré-instaladas juntam-se à habitual manipulação pouco ostensiva ao nível do design.

Notámos que se optou por ícones com um aspeto… como dizê-lo? Sóbrio. Ou talvez retro e de linhas simples e retas, como o próprio design do hardware. A articulação entre os cinco menus iniciais é fluída, instintiva e facilitada pela possibilidade de colocá-los em leque e tocar naquele para onde queremos dirigir-nos. 

imagem ZDNet
A utilização beneficia ainda de um guia de iniciação o apresentado logo quando ligamos o telefone e ao qual podemos voltar sempre que nos encontremos em apuros. 

Assinados também pela fabricante estão presentes um gestor de "ações inteligentes", que permite selecionar a ativação automática de algumas funcionalidades quando se verifiquem determinadas condições - de luz, falta de bateria, deteção de auscultadores ligados, etc, etc -, e o já habitual agregador de redes sociais. Há também, por exemplo, lugar aos programas dedicados à reprodução de música e vídeo e uma galeria de fotografias e vídeos que faz a sincronização dos ficheiros presentes também em serviços online.

No geral, a apreciação do terminal é bastante positiva. Principalmente quando comparado o seu preço livre de operador - 470 euros (16.332,1 Meticais) em lojas online como a Expansys -, com concorrentes com características aproximadas. 


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico