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Comparação entre o novo iPhone 5 contra todos outros Smartphones Top de Gama, qual o melhor??

A Apple anunciou seu mais novo smartphone, o iPhone 5, nesta quarta-feira (12.08), apresentando um aparelho com hardware avançado e design diferenciado. Como a concorrência atualmente é grande no mercado mobile, será que o novo celular da Apple chega a ser melhor que os principais rivais?



Novo iPhone 5 versão preto (Foto: Divulgação)

iPhone 5
Samsung Galaxy S III
Nokia Lumia 920
Sony Xperia TX
Motorola DROID RAZR MAXX HD
Hardware
Apple A6

? GB de memória RAM
Processador de 1,4 Ghz
1 GB de memória RAM
Processador de 1,5 Ghz
1 GB de memória RAM
Processador de 1,5 Ghz
1 GB de memória RAM
Processador de 1,5 Ghz
1 GB de memória RAM
Tela
4 polegadas4,8 polegadas4,5 polegadas4,5 polegadas4,7 polegadas
Peso
112 g133 g185 g127 g157 g
Espessura
7,6 mm8,6 mm9,9 mm8,6 mm9,3 mm
Bateria
? mAh                2100 mAh2000 mAh1850 mAh3300 mAh
Câmera
8 megapixels
1.2 megapixels
8 megapixels
1.9 megapixels
8.7 megapixels
1.3 megapixels
13 megapixels
1.3 megapixels
8 megapixels
1.3 megapixels
Armazenamento
16, 32 ou 64 GB16, 32 ou 64 GB32 GB16 GB, expansível até 32 GB32 GB, expansível até 64 GB
Sistema
iOS 6Android 4.0.4 Ice Cream SandwichWindows Phone 8Android 4.0.4 Ice Cream SandwichAndroid 4.0.4. Ice Cream Sandwich
O hardware do iPhone 5, com um processador A6 quad-core, provavelmente não deixa a desejar frente aos grandes modelos do mercado, mas também não surpreende. Assim, ainda que o aparelho tenha um óptimo desempenho, dificilmente ele vai se destacar mais que o Galaxy S3, por exemplo - hoje considerado o melhor smartphone do mundo.
Samsung Galaxy S3 (Foto: Reprodução)


No quesito design, a Apple foi esperta: repetiu o desenho básico dos seus aparelhos anteriores, que agrada muito os seus fãs, mas adicionou uma tela maior para tentar bater de frente com os grandes Androids do mercado - que dificilmente são lançados com telas menores que 4,5 polegadas. 

Mas ainda que o tamanho do display perca para o de todos os rivais directos, a tela presente no iPhone 5 também não pode ser desmerecida. Com a tecnologia Retina e 326 ppi de resolução - a mesma do iPhone 4S, a tela até agora só foi superada pela Nokia, que traz uma de impressionantes 332 ppi no Lumia 920.

Nokia Lumia 920 (Foto: Reprodução)


A companhia da maçã ainda anunciou seu novo aparelho como o "smartphone mais fino de todos". Apesar do modelo ter realmente espessura menor que a de seus concorrentes diretos, a afirmação é enganosa: smartphones como o Motorola DROID Razr e o ZTE Athena são na realidade mais finos.

Motorola DROID Razr HD (Foto: Reprodução)

Em relação à energia, apesar da Apple não ter divulgado o tamanho de sua bateria, ela parece ser boa, já que garante 8 horas de conversação por 3G e 4G, 10 horas pelo Wi-Fi ou 225 horas em stand-by. A autonomia é superior a grande parte dos modelos concorrentes, com excessão do Razr Maxx HD, que conta com uma bateria gigante (3300 mAh) que promete uso da conexão 3G por 27 horas sem carregar, por exemplo.

Na questão da câmera, a Apple também não trouxe grandes inovações: 8 megapixels na traseira e 1,2 MP na dianteira. Apesar da resolução das imagens ser muito boa (3264 x 2448), e da empresa prometer ótimas fotos com pouca iluminação, a câmera fica abaixo da de modelos como o Sony Xperia TX, com 13 MP, e o Lumia 910, com 8,7 megapixels e tecnologia PureView.

Sony Xperia TX (Foto: Reprodução)

Por fim, o anúncio do novo celular da Apple pode ter decepcionado bastante, principalmente pelo histórico da empresa de lançar celulares que costumam deixar todos os rivais para trás. Mas, ainda assim, a companhia traz um aparelho bastante equilibrado, para bater de frente com qualquer top de linha no mercado, e sem fazer feio em nenhum quesito. Com isso, o iPhone garante a manutenção da sua popularidade, para continuar entre os maiores modelos de smartphones do mundo.

Análise: A (re)volta do Motorola Razr


Droid Razr é o nome do smartphone da Motorola que herda a designação popularizada pelos finíssimos telemóveis em formato de concha que chegaram ao mercado em 2004, para se tornarem um verdadeiro objecto de desejo - e, de certa forma, revolucionarem o design dos dispositivos do género então comercializados.

A preocupação com o hardware do smartphone Android que marca o regresso da fabricante norte-americana à designação Razr também acaba por se sobrepor à personalização ao nível do interface de utilização, arriscamos nós.

As características "físicas" são, sem dúvida, aquelas que primeiro nos saltam à vista quando nos é colocado nas mãos um exemplar do modelo, que conta apenas com três teclas físicas, colocadas na lateral direita: uma para ligar e desligar o telefone e duas para subir e descer o volume.

Antes de mais, embora grande é extremamente fino e leve, não indo além dos 7,1 milímetros de espessura e 127 gramas de peso. Depois, sobressaem por entre as linhas retilíneas - e retro? - do design, a curvatura acentuada na retaguarda, e a preocupação com a qualidade dos materiais.




Para além de para o seu ecrã de 4,3 polegadas Super AMOLED se apostar no recurso ao Corning Gorilla Glass, que o deverá ajudar a resistir a quedas e riscos, a "massa de que é feito" este equipamento inclui ainda a fibra Kevlar, que, a avaliar por um vídeo promocional, deveria dotá-lo de capacidade para resistir mesmo à pressão das portas de um elevador.

Nós não andámos por aí a atirar o smartphone ao chão, nem a usá-lo para travar elevadores em movimento, mas ousámos reproduzir aquilo que vimos fazer noutro vídeo online: friccionar uma chave na parte de trás do telefone. O resultado é bizarro. Ela como que desliza e o equipamento permanece intacto.

Imagem: Motorola

Esta carcaça - que não pode ser aberta - alberga um processador dual-core de 1.2 GHz (OMAP 4430, da Texas Instruments) auxiliado por uma memória RAM de 1 GB, que desempenha na perfeição todas as tarefas exigíveis e mesmo as que poderia exigir mais alguma destreza da máquina, como a de ver televisão no telefone, a que nos arriscámos sem medos.



O processo foi facilitado pela qualidade e tamanho do ecrã (com uma resolução de 540x960 pixéis), que oferecem um conforto difícil de alcançar com equipamentos de menores dimensões. O som também não dececionou de maneira nenhuma, nem durante o visionamento de filmes, nem durante as chamadas de voz ou videoconferências, mesmo que baseadas na Web.

Por falar em videoconferência, aproveitamos para destacar o desempenho positivo da câmara frontal (de 1,3 megapixéis) nessa tarefa, tantas vezes é negligenciada. Claro que o bom comportamento não pode ser comparado ao da câmara de 8 megapixéis - e com capacidade para captação de vídeos em Full HD (1080p/30 fps) - colocada na retaguarda do telefone. Mas felizmente é possível ir alternando entre as duas quando usamos o smartphone para chamadas de vídeo.



A lente nas traseiras do equipamento é auxiliada por um poderoso flash LED (que quase cegou o nosso modelo) e assegura características como o estabilizador de imagem e Auto Focus - que é fácil de usar e permite uma certa dose de "personalização", se pensarmos que numa sequência de três imagens experimentámos focar em três planos diferentes (mais próximo, um pouco mais longe e bastante distante), precisando apenas de carregar na zona do ecrã que queríamos ver focada na nossa fotografia.

Para partilhar os seus devaneios artísticos fica assegurada a conectividade HDMI. Caso os queira guardar, tem disponíveis 16 MB de armazenamento interno e a possibilidade de expansão com cartões microSD. Micro é também o espaço dispensado ao cartão SIM, advertimos.

No que respeita à bateria, não eram de esperar milagres, tendo em conta o tamanho do ecrã em causa. Mesmo assim, não mostrou ser nenhum "sorvedouro", quando usado no desempenho das funções comuns do dia-a-dia, estando ao nível da maioria dos equipamentos que por aqui passaram com capacidades semelhantes ao nível do processador e ecrã.


Passando ao de personalização do interface de utilização feito pela Motorola não temos muito a dizer. Não porque não tenhamos gostado, mas porque não se veem grandes manipulações àquilo que é o sistema operativo móvel nativo, aqui na sua versão 2.3, ou Gingerbread.

Uma ou outra diferenciações na abordagem ao software, tendo-nos agradado particularmente detalhes como o teclado virtual, invulgarmente confortável e com uma configuração que evita as trocas inadvertidas entre letras, bem como algumas como aplicações pré-instaladas juntam-se à habitual manipulação pouco ostensiva ao nível do design.

Notámos que se optou por ícones com um aspeto… como dizê-lo? Sóbrio. Ou talvez retro e de linhas simples e retas, como o próprio design do hardware. A articulação entre os cinco menus iniciais é fluída, instintiva e facilitada pela possibilidade de colocá-los em leque e tocar naquele para onde queremos dirigir-nos. 

imagem ZDNet
A utilização beneficia ainda de um guia de iniciação o apresentado logo quando ligamos o telefone e ao qual podemos voltar sempre que nos encontremos em apuros. 

Assinados também pela fabricante estão presentes um gestor de "ações inteligentes", que permite selecionar a ativação automática de algumas funcionalidades quando se verifiquem determinadas condições - de luz, falta de bateria, deteção de auscultadores ligados, etc, etc -, e o já habitual agregador de redes sociais. Há também, por exemplo, lugar aos programas dedicados à reprodução de música e vídeo e uma galeria de fotografias e vídeos que faz a sincronização dos ficheiros presentes também em serviços online.

No geral, a apreciação do terminal é bastante positiva. Principalmente quando comparado o seu preço livre de operador - 470 euros (16.332,1 Meticais) em lojas online como a Expansys -, com concorrentes com características aproximadas. 


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico